segunda-feira, 8 de agosto de 2016

The Queen Is Dead

The Queen is Dead o disco da banda The Smiths, disco que melhor definiu os anos 80.
The Queen is Dead é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa The Smiths, lançado em 1986. A capa é uma foto do ator Alain Delon, datada de 1965, como se estivesse morto. Para os Smiths significava o fim de um período marcado pelo tédio, seria a libertação das tradições aristocráticas da Inglaterra.
The Queen is Dead marca o auge criativo da banda, sendo aclamado até hoje como um dos melhores discos de todos os tempos.
A faixa título, que abre o disco de forma épica, apresenta-se como um rock vigoroso, com várias camadas de guitarra. A letra fala sobre a Inglaterra dos anos 80, criticando instituições fortes como a monarquia e a igreja. Morrissey declara ao final da música "A Rainha está morta, e é tão solitário no limbo / A vida é muito longa quando voce está sozinho".
A segunda faixa, "Frankly, Mr. Shankly", foi escrita ironizando Geoff Travis, dono da gravadora independente Rough Trade, que lançou todos os discos dos Smiths. Disfarçando Travis com o pseudônimo 'Mr. Shankly', Morrissey o ridiculariza numa das faixas mais alegres do disco.
"I Know it's Over" é considerada por muitos uma obra prima dos Smiths: uma balada tristíssima, onde Morrissey pede consolo a sua mãe por estar sozinho, sem amor, apesar de ser inteligente e divertido.
"Never had no one ever" é outra balada lenta, triste, com a guitarra bem marcada de Johnny Marr.
"Cemetry Gates" celebra a prosa e a poesia, e toca no tema controverso do plágio, e homenageia um dos heróis de Morrissey, o escritor Oscar Wilde.
"Bigmouth strikes again" foi escrita depois que a imprensa inglesa criticou um comentário que Morrissey fez, lamentando que a então primeira ministra britanica, Margaret Thatcher teria escapado ilesa de um atentado a bomba.
"The boy with the thorn in his side", que pode ser traduzida como "o garoto com uma pedra no sapato", ou seja, com algum problema, foi direcionada a industria musical, segundo Morrissey, que nunca acreditava no que ele dizia. Uma faixa luminosa, um clássico dos anos 80.
"Vicar in a tutu" é uma sátira divertida sobre um vigário que se divertia usando um saiote de bailarina.
"There is a light that never goes out" é outra peça chave do disco, talvez a melhor música dos Smiths, ou a que melhor os define: um passeio de carro a noite com a pessoa amada, no qual nem a morte poderia estragar.
O disco termina com "Some girls are bigger than others", marcada pela genial guitarra de Johnny Marr.
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