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domingo, 13 de setembro de 2015

London Calling...

London Calling é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de punk rock The Clash. Foi lançado em 14 de dezembro de 1979 e representou uma mudança no estilo musical da banda, com elementos mais marcantes de ska, funk, pop, soul, jazz, rockabilly e reggae. As letras apresentavam temáticas sociais, abordando o desemprego, conflitos raciais, uso de drogas e a responsabilidade da vida adulta. Na época do seu lançamento, London Calling teve boa receptividade da crítica e do público. Hoje está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. A faixa-título garantiu à banda seu maior sucesso em single até então.
"Está na hora de evoluirmos. Não faz mais sentindo em escrevermos músicas que ninguém entende os vocais. Nós somos um grupo de rock e não apenas um grupo punk. Temos condições de evoluirmos e tocarmos outros estilos."

Essa frase ocupava a cabeça dos quatro integrantes do The Clash, especialmente a de Joe Strummer. Ao voltarem para a Inglaterra, um sentimento de felicidade tomava conta da banda e eles se viram metidos em um filme que estava sendo conduzido por Jack Hazan e David Hockney, um semi-documentário estrelado pelo Clash e Ray Gange, velho amigo de Joe e que acabou sendo excluído pelas constantes dores de cabeça que provocava, além da bebedeira. Assim, nascia o filme Rudi Can't Fail.
Em 1979 o grupo entra em estúdio novamente e em maio lançam um novo EP, The Cost Of Living. Apesar de tentarem fugir do estigma de "grupo político", o Clash lançou o disco no mesmo mês das eleições gerais na Inglaterra e em duas versões: a primeira contendo a canção "Capitol Radio" e uma entrevista e a segunda, mais caprichada, e com músicas extras: "I Fought The Law", "Groovy Time", "Gates of The West" e a própria "Capitol Radio".

"I Fought The Law" foi bem executada nas rádios e o EP, mesmo não entrando nas paradas, teve boa recepção.

E a banda teve a notícia que Give 'Em Enough Rope havia tido uma boa vendagem na América e que, por causa disso, o primeiro disco da banda seria editado naquele país com algumas modificações.

The Clash era maciçamente importado e esse sucesso acabou convencendo a CBS a editar uma versão americana. O lançamento acabou tendo um desempenho razoável, mas isso não preocupou o Clash. O que preocupava a banda era o novo disco, o terceiro, que historicamente é sempre o mais complicado da carreira de um artista.

Mas o Clash não atravessava um período de crise, ou de falta de inspiração, muito pelo contrário. Joe e Mick compunham febrilmente e a banda decidiu deixar para trás o seu passado punk. Para esse novo projeto, convidaram o produtor Guy Stevens, que havia produzido o grupo Mott the Hoople.

A parceria entre Stevens e o Clash foi tão boa que de repente a banda se viu com várias canções novas e uma constatação: apenas um disco duplo conseguiria mostrar todas as faces do novo som.

uma das várias capas de Rude Boy em VHSO grande problema é que os fãs do grupo sempre foram reconhecidamente pobres e dificilmente poderiam comprar um disco duplo. A saída encontrada pela CBS, porém, acabou resolvendo o dilema: os dois discos seriam colocados em uma capa simples, o que diminuiria o custo e, conseqüentemente, o preço.

Em um mês o disco estava gravado e o grupo acabou voltando para os Estados Unidos para outra série de shows e para consolidar a fama da banda no novo mercado.

Com novos empresários - Peter Jenner e Andrew King, que haviam trabalhado com o Pink Floyd nos anos sessenta - o Clash vivia um bom momento empresarial, longe das confusões do ex-associado Bernie Rhodes.

Uma das primeiras e maiores preocupações dos dois empresários, era impedir que o filme Rude Can't Fail - rebatizado como Rude Boy - fosse lançado. A idéia era tentar acabar - como se fosse possível - com a imagem de "banda política", que havia feito a fama do quarteto.

Aparentemente seria uma tarefa fácil, já que o Clash não havia assinado contrato algum com os diretores, mas Rhodes, que empresariava a banda à época, havia aceitado e já gasto o dinheiro do filme, o que acabou impossibilitando o veto à película, que foi lançada em março de 1980, no teatro Prince Charles, em Londres.

The Clash Take the Fifth foi o nome da turnê que varreu a América e fez da banda um sucesso.

Os shows tiveram lotações esgotadas e os integrantes viveram dias felizes, particularmente Mick Jones, que pode rever sua mãe, que vivia agora em Minneapolis e foi ver seu filho tocar.

A banda foi convidada a participar de um festival chamado MUSE (Musicians United for Safe Energy), realizado no Madison Square Garden, em Nova York, e posteriormente lançado em um disco triplo chamado No Nuke, mas recusou, utilizando a idéia dos novos empresários de não soarem mais como um grupo de causas políticas.

Na volta à Inglaterra, alguns acontecimentos agitariam a vida do grupo. O primeiro, era a notícia que Rude Boy estava já sendo editado. E havia também - e muito mais importante - a iminência do lançamento de London Calling.

Mas antes do disco sair, eles se trancaram em um estúdio com Mickey Gallagher e escreveram novas canções, sendo a melhor delas, Armigideon Time, que queriam colocar no novo trabalho. Mas ela foi deixada para ser o lado B do novo compacto, London Calling.

O single saiu no dia 7 de dezembro, exatamente uma semana antes do disco de mesmo nome. E os dois fizeram um tremendo sucesso, batendo entre os 10 mais na Inglaterra. O disco surpreendia por vários aspectos.

Na capa do disco London Calling a fotografia da capa mostra o baixista Paul Simonon usando seu baixo como se fosse um machado e foi tirada por Pennie Smith durante um show, em Nova York.

Simonon conta que tomou tal atitude por se sentir frustrado com o público, que ficou sentado durante quase toda a apresentação, enquanto, normalmente, na Inglaterra, os fãs pulavam o tempo inteiro.

Pennie contou que não gostou da escolha da foto, pois achava que ela estava fora de foco e apagada. "Só quando vi a concepção de todo o trabalho é que percebi como a foto era perfeita." Mas mais do que a fotografia, o Clash inovava no som - rockabillys poderosos como "Brand New Cadillac", jazz em "Jimmy Jazz" e mostrando que continuavam mais contundentes nas letras do que antes.

O lado mais "político" que tanto horror causava aos novos empresários estava escancarado em faixas com "Spanish Bombs" - inspirada na Guerra Civil Espanhola -, "Working for the Clapdown", "Wrong 'Em Boyo" e na faixa-título.

O grupo homenageava também o ex-ator norte americano Montgomery Clift, ícone da rebeldia na década de 50 e que morreu ainda jovem, na canção "The Right Profile".

E, talvez, a maior surpresa tenha sido "The Guns of Brixton" escrita e cantada por Paul Simonon. Paul conta que queria participar mais das canções e ouviu um conselho que poderia levantar algum dinheiro extra dentro da banda como compositor. "Foi quando tive a idéia de escrever eu mesmo uma canção e cantá-la, o que seria inédito para mim."

O disco trazia as seguintes faixas:

Lado 1

01. "London Calling" 3:19
02. "Brand New Cadillac" 2:09
03. "Jimmy Jazz" 3:51
04. "Hateful" 3:22
05. "Rudie Can't Fail" 3:26

Lado 2

01. "Spanish Bombs" 3:18
02. "The Right Profile" 4:00
03. "Lost in the Supermarket" 3:47
04. "Clampdown" 3:50
05. "The Guns of Brixton" 3:07

Lado 3

01. "Wrong 'Em Boyo" 3:10
02. "Death or Glory" 3:55
03. "Koka Kola" 1:45
04. "The Card Cheat" 3:51

Lado 4

01. "Lover's Rock" 4:01
02. "Four Horsemen" 3:00
03. "I'm Not Down" 3:00
04. "Revolution Rock" 5:37
05. "Train in Vain" 3:11

No Natal de 1979, o grupo anunciou uma nova excursão, a The Sixteen Tons Tour e o grupo foi uma das estrelas do concerto para os famintos de Kampuchea, na última semana do ano, ao lado de Paul McCartney, Queen e Elvis Costello. Um disco duplo do festival foi lançado em 1981 e o grupo cedeu a canção "Armigideon Time".

No entanto, a primeira canção a fazer sucesso nas paradas norte-americanas não constava, curiosamente, nos créditos do disco. "Train In Vain" era a última canção de London Calling, mas por algum erro foi omitida da contra-capa, fato que não impediu a mesma de entrar entre as 30 mais nos Estados Unidos. Anos depois, em uma briga com Paul Weller, do The Jam, Weller diria que o Clash só havia feito sucesso na América ao tentarem fazer uma "cópia de quinta categoria de soul music".

Joe, Mick e Paul conversam com Pete Townshend após o showO grupo estreou uma nova turnê, tendo Ian Dury and the Blockheads como acompanhantes e um convidado mais do que especial em um show em Brighton: nada menos do que Pete Townshend, líder do The Who, que era um grande fã da militância de Strummer e companhia e que tocou em várias canções.

Era o encontro de duas gerações do rock inglês e o reconhecimento público que o Clash tanto precisava. Ou como lembrou Joe: "quando Pete afirmou que gostava muito das novas bandas, em especial o Clash, nos deu a prova de que éramos mais do que uma simples gangue de punks. Não apenas para nós, mas para todos nossos críticos."

Mas a turnê também teve alguns problemas. Topper Headon acabou se machucando e algumas datas precisaram ser remarcadas. Além disso, o baterista e Joe foram molestados pela polícia, que os acusavam de porte de drogas, no hotel Southsea. Enquanto isso, Rude Boy havia sido escolhido para representar a Inglaterra no festival de cinema de Berlim, mas a película enfrentava sérios problemas com a censura, por obscenidade.

Alheios à tudo isso, a banda cai na estrada novamente, desta vez nos Estados Unidos, e Paul Simonon recebe um convite para aparecer em um filme de Lou Adler, All Washed Up, que seria rodado em Vancouver, no Canadá.

As apresentações nos Estados Unidos foram espetaculares e o grupo até virou capa da conservadora revista de música Rolling Stone. Mas a banda enfrentaria novos problemas na Europa.

Em Hamburgo, na Alemanha, durante uma apresentação, fãs mais radicais começaram a vaiar e exigir as canções antigas e xingavam o grupo. Irritado, Joe arremessou sua guitarra contra um deles e foi preso.

Strummer só foi solto após provar que não estava bêbado. Esse foi apenas um dos inúmeros problemas do grupo. Durante a turnê americana, Joe e Mick começaram a discutir, porque o segundo exigia que "White Riot", fizesse parte do repertório da banda, enquanto Joe se negava a cantar a música. Strummer ganhou a briga, mas as rixas internas só aumentavam.

Sobre a confusão em Hamburgo, Joe comentou: "eu quase matei aquele jovem e percebi que deve ter outra maneira de combater a violência que não seja com mais violência. Se estamos sendo empurrados para situações limites em que posso matar alguém da platéia ou ficar brigando com gente dentro da banda, preciso saber realmente o que estamos fazendo. De qualquer maneira, acredito que não estamos produzindo nada de útil, apenas um monte de nada."

capa do compacto Bank RobberE o grupo começou a encontrar projetos paralelos. Enquanto Joe prometia construir seu próprio estúdio e gravar suas músicas, Paul continuava entretido na produção do filme no Canadá e Mick dava uma força em um disco de sua namorada, Ellen Foley.

Em julho de 1980, o grupo acaba com o silêncio de lançamentos do primeiro semestre e lança um novo compacto: Bank Robber / Rockers Galore...UK Tour.

O disco foi produzido por Mickey Dread, um protegido da banda que cantou a faixa do lado B do compacto. O sucesso da canção, uma letra nitidamente anarquista, colocou o compacto no 12º lugar das paradas e mostrou o prestígio do grupo.

capa do compacto The Call UpEm novembro é lançado um novo compacto que dava algumas mostras do novo som: The Call Up / Stop The World.

Mais do que nunca, o Clash se mostrava essencialmente político e pedia o fim do National Service - o alistamento obrigatório - dando inclusive o endereço da organização norte-americana Immobilise Against the Draft, embora o alistamento neste país não fosse mais obrigatório há um bom tempo. "Stop the World" fazia parte da campanha do desarmamento nuclear.

Simonon lembra dos problemas que o Clash enfrentava para conseguir gravar suas canções: "era um verdadeiro pesadelo. Aquele bando de engravatados idiotas chegavam no estúdio e queriam opinar, como se entendessem algo. Teve um que disse que 'The Call Up' parecia David Bowie tocado de trás para frente. Olhamos um para o outro e perguntamos o que diabos ele queria dizer com aquilo."


Joe era outro que sofria com essas interferências: "em uma ocasião joguei a guitarra no colo de um deles e disse 'componha você mesmo uma canção e ficarei na sua sala, com ar-condicionado e fumando um charuto, seu idiota. Cinco minutos depois, o cara veio pedir desculpas e não voltou mais a nos incomodar. Mas sempre aparecia um outro. Era enervante."

Dias depois é lançado no mercado norte-americano uma compilação de nove canções que não haviam sido editadas na América: Black Market Clash.

Apenas um disco oportunista, para faturar e completar a coleção dos fãs na América, enquanto o novo disco ainda não era lançado.

Surpreendentemente, Black Market Clash teve um ótimo desempenho nas paradas norte-americanas (para um disco do Clash...) vendendo lá quase o mesmo número que London Calling e entrando entre os 100 mais. Em 1993, esse disco recebeu o nome de Super Black Market Clash e saiu em uma edição melhorada, com 21 canções, cobrindo toda a carreira do grupo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Aladdin Sane

Ano novo, personagem novo.O Cantor Inglês David Bowie anuncia que agora será Aladdin Sane, um personagem mais insinuante que Ziggy Stardust, personagem do seu disco anterior, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Com novas composições sendo escritas desde setembro de 1972, Bowie termina as gravações do novo disco no dia 24 de janeiro de 1973 e no dia faz outra viagem de navio até Nova York.

Enquanto isso, Tony DeFries, seu empresário, negocia um novo contrato com a RCA e consegue um aumento. Ao invés dos US$ 37.500 dólares de adiantamento para cada disco, a cifra aumenta para US$ 60 mil em 1973 e US$100 mil, em 1974, além de um aumento nos royalties.

DeFries começa a planejar uma nova turnê de três semanas pela América, mas sem a multidão da excursão anterior. Agora será apenas Bowie, seguranças e a banda. Mas a selvageria continua. Bowie continua cercado de fãs, e dorme com várias delas, ao mesmo tempo em que Angela tinha um caso com o principal segurança do cantor, Dennis.

A turnê abre no Royal Albert Hall, com lotação esgotada e mais de 6 mil clones de Ziggy na audiência. Entre eles, estão Truman Capote, Salvador Dali, Johnny Winter e Todd Rundgren. Durante "Rock 'n' Roll Suicide", Bowie desmaia após um fã pular ao palco. Ele é atendido por uma enfermeira que diagnostica cansaço e Bowie dorme cerca de 12 horas no dia seguinte.

Amigos mais próximos começam a reparar uma mudança drástica na personalidade de Bowie, que encarna ao extremo Ziggy Stardust, abusando das drogas e tendo um estilo de vida absolutamente selvagem. Apesar de magro, Bowie consegue ficar ainda mais debilitado, chegando a pesar apenas 50 kg.

Em fevereiro é lançado um LP duplo pela sua antiga gravadora, London, chamado Images 1966-67, tentando faturar em cima da fama Ziggy, da mesma forma que a RCA tinha lançado no final de 1972 um EP com as canções "Space Oddity", "Moonage Daydream", "Life on Mars?" e "Ain't It Easy".

Em março, janta com o baterista Ringo Starr e dias antes é ameaçado por um fã maluco, de cabelo rosa que o ameaçou matá-lo, para desespero do já paranóico Bowie.

Em abril é lançado um novo compacto, com as canções "Drive-In Saturday" e "Round and Round". O compacto chega ao 3º posto no Reino Unido.

Dois dias depois, Bowie é recebido no Japão, onde faria sua primeira excursão, em clima de total histeria. Bowie é cercado e paparicado pelos japoneses de uma maneira mais intensa do que no Reino Unido. Junto de si, leva a banda, que além dos habituais Mick Ronson, Trevor Bolder, Mick Woodmansey e Mike Garson, contava ainda com o segundo guitarrista John Hutchinson e o saxofonista Ken Fordham.

Bowie usa alguns quimonos durante os shows feitos pelo estilista Kansai Yamamoto, que havia conhecido meses antes, em Nova York. Inspirados no teatro Kabuki, enquanto o fotógrafo Masayoshi Sukita é nomeado assistente do cantor durante sua estadia.
Em 6 de abril é lançado o novo LP, Aladdin Sane. Com vendas antecipadas de 100 mil cópias, é o disco que mais rapidamente vendeu desde o famoso disco The Beatles, também conhecido como Álbum Branco e vai direto ao posto da parada britânica e chega ao 17º lugar nos EUA.Segundo Bowie, seu novo personagem era "Ziggy na América". O nome também fazia um trocadilho com a frase "a land insane (uma terra insana)", que era como Bowie via os Estados Unidos. E a América, aos olhos de Ziggy não era normal. Bowie estava fascinando pelo país e desenvolvia uma relação de amor e ódio pela América.



O Disco
Lado 1

1. "Watch That Man"  – 4:25
2. "Aladdin Sane" – 5:06
3. "Drive-In Saturday"  – 4:29
4. "Panic in Detroit" – 4:25
5. "Cracked Actor"  – 2:56

Lado 2


1 . "Time"  – 5:09
2 . "The Prettiest Star"  – 3:26
3 . "Let's Spend the Night Together" (Mick Jagger, Keith Richards) – 3:03
4 . "The Jean Genie" – 4:02
5 . "Lady Grinning Soul" – 3:46

A América de Bowie era decadente, selvagem e abre com a furiosa "Watch That Man", inspirada no disco Exile on Main St. dos Rolling Stones. Um rock and roll simples, selvagem, rápido.
A segunda faixa é uma das assinaturas de Bowie. A faixa-título. A faixa tinha dois nomes possíveis: " A Lad Insane" e "Love Aladdin Vein", descartada por possíveis alusões às drogas. A letra havia sido inspirada no livro Vile Bodies de Evelyn Waugh.

Bowie viu na estória recheada frivolidade, decadência, uma eminente catástrofe e um interessante paralelo com a sociedade atual. No final, Bowie canta trechos de "On Broadway", clássico dos Drifters, de 1960. O grande charme da faixa é o espetacular solo de Garson ao piano, no melhor estilo avant-garde. Garson conta que esse solo o marcou para sempre: "até hoje, eu falo mais sobre esse solo do que os outros 11 discos que fiz antes, os outros seis que fiz como co-líder de uma banda ou as centenas de gravações que realizei com outros artistas. E duvido que pare de responder as perguntas sobre isto!"

Bowie também brincava com a salsa em "Panic in Detroit" e enfrentou resistências da RCA na faixa "Time". A primeira faixa do lado B falava de masturbação masculina, prostitutas e citava Quaaludes e Billy Doll. Billy Doll era nada menos que Billy Murcia, baterista do New York Dolls, que havia morridos meses antes, em Londres, em uma festa, após ingestão de Quaaludes. O disco trazia ainda uma versão do clássico dos Stones, "Let's Spend the Night Together" e uma homenagem à Iggy Pop, em "Jean Genie". Após a excursão, em mais uma excentricidade, Bowie resolveu pegar o Trans-Siberian Express, ao lado de Leee Childers, vice-presidente da MainMan na América. Uma semana depois estavam em Moscou, onde ficaram dois dias e logo pegaram o Orient Express para Paris, onde encontraram Jacques Brel, retornando em seguida à Londres. Bowie diria que ficara com medo com a probreza vista dentro da União Soviética e que estava aliviado de ter voltado ao "lado ocidental."

Bowie retorna então à Londres para a terceira e última turnê de Ziggy na Inglaterra. Serão 45 shows em 37 cidades e a abertura será em um local novo, o Earl's Court, com capacidade para 18 mil pessoas. O show é um fracasso, devido ao tamanho do palco e as novas estruturas e o segundo show que estava marcado no mesmo local é cancelado. Começava mal a turnê de despedida.

A turnê segue com alguns problemas e apresentações canceladas em alguns lugares e fãs selvagens e sedentos por tocar em Ziggy. Enquanto isso, a RCA pressiona DeFries para uma volta à América, já que a MainMan deve mais de US$ 150 mil à gravadora. DeFries quer tocar em arenas, mas a gravadora prefere locais menores, porém mais datas. O impasse é mantido por meses.

No dia 1º de junho é editado o disco Raw Power, creditado a Iggy & The Stooges. Bowie havia mixado o disco, apesar de Iggy ser contrário à idéia. Seria o último álbum dos Stooges em décadas.

A estafante maratona de turnês tinha criado uma necessidade imensa de privacidade em Bowie. Ele não suportava mais a histeria dos fãs, da mídia. Ao mesmo tempo, alguns outros astros anunciavam sua "aposentadoria", casos de Ray Davies, líder dos Kinks e Elton John. Bowie pensava também nisso, seriamente, embora não tivesse avisado ninguém.

No dia 3 de julho aconteceria o último show da turnê britânica. A RCA pressionava DeFries e Bowie para um novo giro pela América. O concerto no Hammersmith Odeon para 3500 pessoas, foi cercado de grande expectativa, já que seria filmado por D.A Pennebaker, o mesmo diretor de Don't Look Back, filme que registrou a turnê de Bob Dylan, em 1965. Além do filme, havia um plano de lançar um disco duplo, em fevereiro de 1974, com o possível título sendo BOWIE-ING OUT.

O show segue o roteiro habitual, até que Bowie pronuncia as seguintes palavras antes de fechar com "Rock 'n' Roll Suicide": "Everybody...this has been one of the greatest tours of our lives. I would like to thank the band. I would like to thank our road crew. I would like to thank our lighting people. Of all of the shows on this tour, this particular show will remain with us the longest (cheers from the audience) because not only is it...not only is it the last show of the tour, but its the last show that we'll ever do. Thank you."

Foi um choque. Para os fãs, para a gravadora, para a banda e para DeFries. Bowie resolvera dizer adeus sem avisar a ninguém. Ziggy estava morto e Bowie aposentado.

O disco duplo não foi editado em fevereiro de 1974, mas quase 10 anos depois, em 1983, duplo como planejado. E o que era para ser apenas um álbum da turnê acabou virando um documento histórico.

 The Motion Picture Ziggy Stardust traz todas as faixas e na seqüência correta do filme, excetuando as duas em que há participação do guitarrista Jeff Beck. O disco acabou sendo remixado em 1983 para a adição de backing vocals e de um órgão em "My Death", de Jacques Brel.

Logo após o show, um frenesi tomou conta de DeFries e a da RCA, já que o empresário havia concordado com a gravadora e agendado nova turnê na América, com 38 datas a serem iniciadas em 1º de setembro, em Toronto e finalizando em 31 de outubro, em San Antonio, Texas. E De Fries tinha planos ainda maiores. A idéias era que a turnê tivesse 70 shows na América e que depois rumasse para União Soviética e China, em 1974.

Mas Bowie se aposentara, deixando dívidas em aberto, planos cancelados. Anos depois, ele revelou porque havia tomado tal decisão: "eu queria tudo ligado à MainMan ficasse bem longe de mim. Aquilo era um circo, e nunca quis aquele monte de gente ao meu lado, odiava aquilo tudo. Foi um alívio após todos aqueles anos... se eu sentasse em uma mesa, outras 15 pessoas sentavam comigo."

Após quatro dias de descanso, Bowie pegou um barco para Paris, no dia 8, rumando diretamente ao Château d'Hérouville para gravar um disco novo. Ele iria lançar um disco apenas de covers, contendo as suas canções favoritas dos grupos britânicos, dos anos 60. Além dele, Bryan Ferry havia tido uma idéia semelhante e estava gravando o disco These Foolish Things. Quando o líder do Roxy Music, soube que Bowie havia tido a mesma idéia, ficou furioso e tentou, inutilmente, forçar a Island a abrir um processo contra a RCA. Ferry sabia que seu disco seria totalmente eclipsado.

O nome do disco era Pin Ups, mas isso já é outra história

Texto: Fonte site Mofo.





















segunda-feira, 27 de julho de 2015

Revolver...

Revolver é o sétimo álbum do grupo de rock inglês The Beatles lançado em 5 de agosto de 1966, inicialmente no Reino Unido e em 8 de agosto nos EUA. Atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso americana e inglesa. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Considerado ainda mais inovador do que seu antecessor (Rubber Soul, de 1965), Revolver marca a adesão oficial dos Beatles ao Psicodelismo. Passeia desde a música oriental "Love You To", aos apelos vibrantes de "Got to Get You into My Life", da solidão lúgubre de "Eleanor Rigby", ao experimentalismo psicodélico de "Tomorrow Never Knows" e o ufanismo de "Yellow Submarine". Nesta, particularmente, a chave da nova "abertura": "Vamos vivendo uma bela vida/Achamos para tudo uma saída/Céu azul, mar verde e belo/Em nosso submarino amarelo". Com os Beatles, o mundo embarcaria no submarino amarelo da fantasia, pronto para viver toda a loucura dos últimos anos da década.

Faixas
Todas as músicas foram compostas por Lennon/McCartney, exceto as notadas.

Lado A  
1.     "Taxman" (Harrison)                       2:39
2.     "Eleanor Rigby"                              2:07
3.     "I'm Only Sleeping"                        3:01
4.     "Love You To" (Harrison)               3:01
5.     "Here, There and Everywhere"       2:25
6.     "Yellow Submarine"                       2:40
7.     "She Said She Said"                       2:37

Lado B
N.º     Título     Duração   
1.     "Good Day Sunshine"                   2:09
2.     "And Your Bird Can Sing"            2:01
3.     "For No One"                                 2:01
4.     "Doctor Robert"       2:15
5.     "I Want to Tell You" (Harrison)     2:29
6.     "Got to Get You into My Life"       2:30
7.     "Tomorrow Never Knows"            2:57

Sobre as músicas
George Harrison aumenta sua participação como compositor


Pela primeira e única vez, George consegue colocar três músicas de sua autoria em um álbum dos Beatles. "Taxman" é uma crítica aos altos impostos ingleses cobrados de pessoas com altos ganhos como os Beatles. No trecho em que George canta "Mr. Wilson" e sobre "Mr. Heath" ele refere-se especificamente a Harold Wilson (Primeiro Ministro Inglês do Partido Trabalhista) e a Edward Heath (Lìder da oposição do Partido Conservador) políticos da época. "I Want To Tell You" fala sobre a sua dificuldade em se expressar em um momento que vivia uma avalanche de pensamentos. E "Love You To", George traz mais uma vez o uso de instrumentos indianos, a tabla e a cítara e ele é o único a participar da gravação da música.
Influências das drogas

Há suposições de que músicas como "She Said, She Said", "Dr. Robert", "Got To Get You Into My Life" tenham sido escritas durante o uso de drogas.

Na música "She Said She Said", John supostamente se inspirou em sua segunda experiênica com LSD. Há um trecho que diz "I know what it's like to be dead" ("Eu sei como é estar morto") frase que Peter Fonda teria lhe dito após tomar ácido. Nela, George assume o baixo após Paul largar as gravações em decorrência de uma briga com John Lennon. Esta música, juntamente com "And Your Bird Can Sing", do mesmo álbum, constitui um dos primeiros registros do que seria conhecido posteriormente como power pop.

"Dr. Robert" fala sobre um médico que receitava anfetaminas a seus pacientes famosos. Paul reconheceria mais tarde que "Got To Get You Into My Life" falava de sua experiência com a maconha e foi feita inspirada na soul music americana com o uso de metais.
Estilo psicodélico

"Tomorrow Never Knows" uma das primeiras músicas ao estilo do emergente rock psicodélico. A música foi inspirada no livro de Timothy Leary, "O Livro Tibetano da Morte". Inicialmente se chamaria "The Void" ou "Mark I". A utilização do loop, aliado à repetição rítmica constante da bateria de Ringo, torna esta faixa como uma das ancestrais da música eletrônica no mundo.

Há ainda grandes influências psicodélicas nas músicas I'm Only Sleeping, Love You To, Doctor Robert e She Said She Said, músicas que falam sobre drogas, ou mais especificamente o LSD.
Diversidade musical

"Eleanor Rigby" é mais uma música de McCartney com arranjos orquestrados e somente com a participação de Paul (assim como foi feito em Yesterday). Iria se chamar "Miss Daisy Hawkins". Mas o nome da música foi mudado para "Eleanor Rigby", em homenagem a um túmulo que ficava perto do local onde a antiga banda de John, The Quarrymen, se apresentava. "Yellow Submarine" escrita por Paul e cantada por Ringo, tem em sua letra um tema infantil que depois seria aproveitada para dar título a um desenho animado feito pelos Beatles. Traz sons de bolhas, barulho de água e outros barulhos gravados em estúdio.

Em "And Your Bird Can Sing" os Beatles usaram solo duplo de guitarra e era uma das músicas de John que ele não gostava. Em "I'm Only Sleeping", George fez o solo de guitarra e depois tocou o som ao contrário.
Baladas clássicas

McCartney novamente escreve suas baladas. "For No One", ele escreveu para sua namorada na época (Jane Asher) e se chamaria inicialmente "What Did I Die?". E a clássica "Here, There And Everywhere" que era uma das músicas preferidas de John.
Capa do álbum

Criada pelo alemão Klaus Voormann, amigo dos Beatles desde a época em que eles foram tocar em Hamburgo. A capa traz uma ilustração feita com desenhos e colagens de fotos (feitas pelo fotográfo Robert Whitaker).

Sobre o disco

Versões inglesa e norte-americana

Como era costume à época, os discos dos Beatles eram lançados com notórias diferenças em diversas partes do mundo. O desmembramento de um álbum em vários outros, ou em álbuns e singles, sem a autorização expressa da banda, acabou por ocasionar a feitura da controvertida "capa de açougueiro" ("butch cover"), presente nas primeiras tiragens do LP norte-americano Yesterday... And Today, que nada mais era do que sobras de faixas outros discos oficiais ingleses (no caso, dos álbuns Rubber Soul, Help!, compacto We Can Work It Out/Day Tripper e do então inédito álbum Revolver).

Antecipando 3 faixas do álbum (Dr. Robert, And Your Bird Can Sing e I'm Only Sleeping), o álbum Yesterday... And Today, lançado cerca de 45 dias antes de Revolver nos Estados Unidos, fez com que estas 3 faixas fossem suprimidas da versão americana, lançada pela Capitol Records. Desta forma, o LP norte-americano, lançado em 8 de agosto de 1966
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sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Espírito RoNca RoNca...

Ronca Ronca é um programa de rádio, apresentado pelo DJ e fotógrafo Mauricio Valladares, toda terça-feira, de 22hs à meia-noite, no site www.roncaronca.com.br

O programa já foi transmitido em diversas rádios e com nomes diversos, nas extintas Rádios Fluminense (atual BandNews FM, o programa se chamava Ronca Tripa), Panorama, Globo FM (atual CBN, o programa se chamava Radiola), Imprensa (atual Mix FM, já com o nome Ronca Ronca), Rádio Cidade e Oi FM. Seu repertório privilegia a musica popular contemporânea de virtualmente todas as tendências, indo do rock ao eletrônico, do reggae ao samba. Seu formato de apresentação é típico das rádios AM, com muita participação do público (atualmente por e-mails) e conversa descontraída.

Junto a isso surgiu em 1992, a festa Ronca Ronca, que devido ao grande sucesso se transformou em uma das melhores festas na noite carioca. De lá até os dias atuais, o evento sempre estrela as noites das principais casas noturnas da cidade.   Basicamente, o repertório é voltado para o rock and roll, porém, sempre traz hits de outros ritmos para surpreender o público. Quem der um pulo por lá vai ouvir de Elvis Costello a Arctic Monkeys e de Nina Simone a Canastra e de Who a Miles Davis.

Fonte:Internet

domingo, 7 de junho de 2015

Free

Free foi uma banda de rock britânica formada em 1968 por Paul Kossoff (guitarra), Paul Rodgers (vocais), Simon Kirke (bateria) e Andy Fraser (baixo).

Seu som tem raízes fincadas no mais puro blues/rock britânico típico do final da década de 1960. Apesar de dois bons discos de estreia, Tons of Sobs (1968) e Free, foi com o terceiro álbum, Fire & Water (1970), que conseguiram o sucesso, emplacando várias canções nas paradas britânicas. Nessa mesma época, fizeram uma apresentação marcante no Festival da Ilha de Wight. A superexposição levou o grupo à dissolução em 1971. Após algumas tentativas de seguirem outros projetos, seus integrantes retornaram com a formação original e lançaram o álbum Free at Last, para, logo em seguida, separarem-se definitivamente em 1973. Existem várias compilações com shows e músicas do Free lançadas após sua dissolução.

Com o fim da banda o vocalista Paul Rodgers formou o Bad Company, tendo uma carreira de muito sucesso. O venerado guitarrista Paul Kossoff morreu de um ataque cardíaco devido ao abuso de drogas, em 1976. Rodger eventualmente formaria outras bandas ("The Firm" e "The Law"), juntando-se em 2004 aos remanescentes do Queen.

História

Paul Kossoff e Simon Kirke tornaram-se amigos na banda de R&B Black Cat Bones. Paul Kossoff viu Paul Rodgers cantando com a banda Brown Sugar no clube de R&B "Fickle Picle" em Londres e ficou impressionado, pedindo para participar da apresentação. Mais tarde, junto com Kirke e Andy Fraser (que aos quinze anos já tinha tocado com John Mayall & the Bluesbreakers), eles formariam o Free.

Com o lançamento do disco Tons of Sobs em 1969, considerada uma das bandas mais marcantes do movimento do blues britânico do final dos anos 60, embora esse seja o único álbum da banda que possa ser considerado estritamente blues-rock. O próximo lançamento, Free, de 1969, mostra uma grande mudança no perfil da banda, passando para o lado do hard-rock. A voz de Paul Rodgers tem grande impacto, e muitos críticos passam a referir-se a ele como "A Voz".

Diferentemente dos dois primeiros discos, Fire and Water, lançado em 1970, é um grande sucesso na Inglaterra e nos Estados Unidos, principalmente devido ao hit "All Right Now". O álbum seguinte, Highway, apesar de bem recebido pela crítica, não vende bem, o que foi atribuito ao menos em parte à escolha infeliz da capa, que não parecia ter o nome da banda escrito em lugar algum (somente olhando muito atentamente podia-se descobrir que os rostos dos integrantes da banda eram construídos com as letras "F", "R", "E", "E"). Um crítico musical da época teria inclusive dito a seguinte frase: "Boa banda essa 'Highway', eles soam igualzinho o Free".

Em abril de 1971, devido a diferenças entre o vocalista Paul Rodgers e o baixista Andy Fraser, os problemas com as drogas do guitarrista Paul Kossoff e vendas inconsistentes dos discos, a banda desintegrou-se, obrigando a gravadora a lançar o álbum ao vivo Free Live!. No início de 1972, a banda deixou as diferenças de lado e reformou-se, em um esforço para salvar Kossoff do seu crescente problema com drogas, e em junho do mesmo ano lançaram Free at Last.

No entanto, os problemas continuaram. O baixista Andy Fraser deixou a banda em meados de 1972, devido a incapacidade de Kossoff atuar no palco. A banda então recrutou o baixista japonês Tetsu Yamauchi e o tecladista John "Rabbit" Bundrick, que já havia tocado com Kossoff e Kirke quando da primeira ruptura do Free. Eles então gravaram o último disco da banda, Heartbreaker. O Free desmantelou-se definitivamente em 1973. Paul Rodgers e Simon Kirke formaram o Bad Company no mesmo ano; Andy Fraser formou a banda "Sharks" e "Andy Fraser Band", e Paul Kossoff formou a banda "Back Street Crawler".

Com Paul Kossoff em melhor estado de saude em 1975, Paul Rodgers e Simon Kirke convidaram-no a participar em duas apresentações do Bad Company, e uma turnê britânica foi programada para começar em 1976, com os Back Street Crawlers e Bad Company, para apoiar o segundo disco da banda de Kossoff. Porém, mais uma vez as drogas voltaram a afetar a saúde do guitarrista. Paul Kossoff acabou morrendo aos 25 anos de idade em um voo de Los Angeles para Nova Iorque, em 19 de março de 1976, por problemas de saúde decorrentes do abuso de drogas.

Desde 2005, Paul Rodgers tem tocado em conjunto com os remanescentes da banda Queen (Brian May e Roger Taylor), que perdeu seu vocalista Freddie Mercury em 1991. Foi dito desde o princípio, inclusive no website do proprio Brian May, que Paul Rodgers iria tocar "com" o Queen, nao substituindo Freddie Mercury. Nos shows, são executadas músicas do Free e Bad Company, alem das músicas tradicionais do Queen. Brian May declarou recentemente que Paul Rodgers estaria trabalhando com o Queen no preparo de um novo álbum.

Integrantes

    Paul Rodgers - vocais e piano (1968-1971, 1972-1973)
    Paul Kossoff - guitarra (1968-1971, 1972-1973)
    Andy Fraser - baixo (1968-1971, 1972)
    Simon Kirke - bateria (1968-1971, 1972-1973)
    John "Rabbit" Bundrick - teclado (1972-1973)
    Tetsu Yamauchi - baixo (1972-1973)
    Wendell Richardson - guitarra (1973)

Discografia

    Tons of Sobs (1968)
    Free (1969)
    Fire and Water (1970)
    Highway (1970)
    Free Live! (1971) (ao vivo)
    Free at Last (1972)
    Heartbreaker (1973)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Barba, Cabelo & Bigode: Paulo Cezar Caju, o bailarino da bola...

Desta vez, o nosso bravo MAM, caricaturista nato e hereditário, traçou o nosso Paulo Cézar Caju num momento de pura demonstração de domínio técnico e de habilidade. Antes, já havia feito a caricatura do Afonsinho e do Nei Conceição (ver aí tb na postagem). Atentem p/ as palavras do artista:
"Se alguém perguntar das 'asinhas' nos pés, diga que, para mim, toda a vez que eu o vi no gramado do Maracanã parecia que ele 'flutuava', tal a leveza que ele dominava a bola. Parecia ser 'fácil', para ele, jogar futebol. Sempre fiz uma comparação dele com o Muhammad Ali quando lutava - ele 'bailava', 'flutuava' no ringue".
O Caju, c/ certeza, vai curtir a analogia!


Lúcio Branco

quinta-feira, 11 de abril de 2013

THE WHO´74 a invasão...

O Fotografo Mauricio Valladares e seu primo Roberto em janeiro de 1974 em Paris na "odisséia" para ver o The Who em seu concerto parisiense. Não deixe de ler o site RoNca RoNca e ouvir toda terça feira o programa com seu fiel parceiro Shogun