terça-feira, 4 de outubro de 2016

Jorge Ben e o homem da gravata florida



O homem da gravata florida, música clássica do também clássico álbum “Tábua das Esmeraldas" de Jorge Benjor, na época ainda Jorge Ben de 1974 é daquelas músicas que ficam grudadas na cabeça como um mantra. Bem, depois de um festival de cerveja artesanal com os amigos que entre outras degustações teve como brinde um grupo de músicos se dedicando com muito esmero a tocar a fase mais gloriosa da carreira de Jorge Ben e claro, tocou a devida musica para deleite de todos que estavam presente na Casa da Glória, voltando para casa fiquei com a ideia fixa de fazer uma ilustração que retratasse a musica, com o seu estilo quase psicodélico na canção falando dos tais “poderes” que a tal gravata florida poderia proporcionar a quem usasse, eu com certeza teria certa dificuldade em descrever a música com apenas uma ilustração. Assim sendo resolvi que o próprio homem da gravata florida seria o próprio Jorge na época do lançamento do disco, 1974. E como diz a letra “Qualquer homem feio, qualquer homem feio vira príncipe, simpático, simpático, simpático, por que... “Com aquela gravata, Ele é esperado e bem chegado, é adorado em qualquer lugar...” O retratei inspirado em uma foto da época que invés de só uma camiseta por debaixo do casaco ele ostentasse a famosa gravata com os lírios e cravos saindo da gravata e já interagindo ou formando um jardim. Resolvi deixar o fundo branco deixando o clima mais “clean” possível e retratando o Jorge apenas em preto e branco ou em tons de cinza dando assim um destaque maior a gravata com as suas flores. E como diz a letra: “Por onde ele passa nascem flores e amores, Com uma gravata florida singela, Como essa, linda de viver, Até eu, até eu, até eu, até eu, até eu...” A musica em si na sua gravação me chama atenção pelo clima “viajante” numa fase que Jorge Bem executava seus álbuns dando ênfase ao violão e aos instrumentos acústicos somados a estranha letra, que dá impressão que foi feita quando ele estava a janela de sua casa olhando a rua ou esperando alguém na calçada e por inspiração tão comum aos grandes artistas teve a idéia de fazer a música ao ver um cara comum se tornar mais atraente e chamar atenção por usar uma chamativa gravata de flores. E como diz o final da música “Simpático! Simpático!” a propósito o conjunto que tocava na casa da Glória se chamava “Os Simpáticos!” tudo muito conveniente para a inspiração do desenho. 

Para quem se interessar qual o material de desenho foi feito a ilustração: Papel canson 300 gramas, lápis, nankin e tinta ecoline.
Postar um comentário