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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Beatles

Beatles, em 1968 ilustração feita com caneta Posca, aquarela pastilhada, Ecoline e lápis de cor. A ilustração foi inspirada na sessão de fotos "mad day out" durante a gravação do White Album 


quinta-feira, 20 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Siciliana...

Siciliana feita em ecoline (aquarela líquida) nanquim e guache.
O bikini dela esta com a estampa da bandeira da sicilia, região da Itália.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Keith Richards, It´s only rock n´roll (but i like it)

A ilustração de Keith Richards, a personificação do rock.
Cara de mau, tipo "marginal" com seu inseparável cigarro no canto da boca, desafiando a morte e a vida mas sempre brilhante com seus riffs em sua guitarra e se consagrando como um dos maiores guitarristas da história e liderando por décadas uma das maiores bandas de rock da história: The Rolling Stones. Mister Keith Richards!


Ilustração feita em nankin, aquarela líquida (ecoline), pastel seco e guache branco.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Smoke on the water...



Havia uma época nos anos 80 que existia um disco que se fazia presente em todos os lares de quem curtia esse tal de rock n´roll. O cara podia curtir progressivo ou punk, folk ou até metal, mas no meio de sua coleção de discos sempre ele aparecia impoluto, soberano e reinava no meio das festas, no momento de “air guitars” no churrasco ao meio do “mico” coletivo. Esse disco era o Machine Head do Deep Purple do ano de 1972. Clássico instantâneo, seu virtuosismo, sua “velocidade” a capa espetacular tudo jogava a favor do disco, era colocar o vinil na vitrola e aquele ar de serenidade na reunião com os amigos se perdia completamente. Nessa época havia uma frente nostálgica que se recusava achar que o novo som inglês que tocava freneticamente na rádio Fluminense, a maldita não era o Rock N´Roll autentico e essa vertente nostálgica que se recusava “passar pelo o ano de 1975” tinha nesse disco do Deep Purple sua referencia Máxima. O Purple junto ao Black Sabbath e ao Led Zeppelin formava a santíssima trindade do tal Rock Pesado era heresia pura tecer qualquer comentário de critica a banda por menor que fosse correndo risco a ficar no limbo total das amizades que se seguiam naqueles anos oitenta. Mas devo dizer que nunca fui um fã ardoroso da banda de Ritchie Blackmore em vários momentos eu achei o Deep Purple, datado, cafona e até chato. Tudo se devia ao tecladista Jon Lord que incorporava ao som pesado da banda elementos de música clássica e me fazendo ligar em outras bandas e outros artistas. Mas em Machine Head é inegável que eles atingiram o ápice criativo, tanto nas composições e como instrumentistas, o virtuosismo não é excessivo, tudo no álbum parece ser metricamente calculado. O Cantor Ian Gillan mostra como um “Band Leader” pode fazer com sua voz, e é impressionante o que ele canta nesse disco. Ritchie Blackmore, que detratores dizem ser uma mala, um chato, mas independente de qualquer coisa é um grande guitarrista que constituiu um estilo próprio e inconfundível, toca demais no álbum se tornando assim um dos maiores músicos das seis cordas e junto ao eficiente Roger Glover no baixo e o soberbo baterista Ian Gillan fizeram o Purple uma das bandas mais famosas dos anos setenta, com uma fama que duraria por anos a fio mesmo depois do fim da banda. Machine Head e o ao vivo Made In Japan eram citados sempre pela rapaziada prafrentex como discos clássicos, discos que você teria que ter na sua estante. Mas a minha implicância sempre foi o órgão de “churrascaria” de Jon Lord. Achava excessivo ao som do grupo. Mas as composições desse disco são tão sensacionais que até isso passa batido! Ao começar por Highway Star que abria o disco já levantava qualquer defunto com seu pique extraordinário, junto ao blues Maybe I'm a Leo, a “pop” Never Before, a espacial Space Truckin com o solo viajandão  de Jon (sem ser chato!) e claro a espetacular Smoke on the water com seu riff de guitarra inconfundível, clássico supremo até aos dias de hoje, hit absoluto em todas as festinhas de hoje, ontem e sempre. Com o tempo o disco passou a ser velho, datado, muito sintonizado a uma época como os anos 70, mas não poderia deixar de citá-lo como um dos mais ouvidos - Deep Purple – Machine Head

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

She Bangs The Drums



1989 são daqueles anos que marcam a vida de uma pessoa, sim, são emblemáticos, sabáticos ou qualquer outro termo que queiram dar. Meu Botafogo finalmente saindo da fila de títulos e sendo campeão depois de 21 anos, eleição para presidente depois de 25 anos de ditadura militar e eu conseguindo o meu primeiro emprego. Sim foi um ano que marcou. Somado a isso um disco que saiu nesse ano cravou na alma, não só um disco, mas sim um disco espetacular! Psicodélica, dance music, rock e uma nova postura rock tudo isso num vinil de 11 músicas. O primeiro disco do Stone Roses marcou muito naquele ano de 1989. Desde que eu ouvi a música “She Bangs The Drums” na Fluminense FM saquei que havia algo de novo. Algo de diferente. Já tinha tido um contato visual com a banda e o movimento de Manchester que seria batizado de “madchester” sendo o Stone Roses a linha de frente de bandas como Happy Mondays e The Charlatans entre outras, numa revista The Face com o vocalista Ian Brown na capa que eu tinha comprado. A banda vinha com um visual desleixado camisas largas e cabelos a moda anos sessenta, tinha muito pontos a frente de bandas como Guns and Roses, Poison, Bon Jovi ou até Motley Crue que dominavam as paradas brazucas com suas calças colantes e seu rock “lamê” que de nada me diziam em criatividade e emoção. Comprei o disco na saudosa “Modern Sound” de Copacabana e a paixão pelo disco veio na primeira audição, foi arrebatador, a começar pela capa maneiríssima ao "estilo Pollock" com limões ou laranjas (até hoje não sei direito) fazendo a arte junto ao nome da banda depois por “I Wanna be Adored” que abre o disco com seu clima soturno, meio psicodélico até chegar ao clímax em apenas 4:52 minutos  depois por “She Bangs the Drums" e seu refrão contagiante, clássico supremo de qualquer festinha da época que se dizia por “prafrentex” ,“Waterfall” com um solo espetacular do guitarrista John Squire. E claro com a musica definitiva “I Am the Resurrection” que fecha o álbum em grande estilo, um álbum monumental com uma música monumental! Squire dava o som um teor psicodélico, solava o tempo todo, por vezes as suas frases de guitarra pareciam “samples” de musicas do Jefferson Airplane ou de outra banda da costa oeste americana dos anos 60. O baixista Mani não comprometia, não era um virtuoso no baixo mas se encaixava bem ao som do grupo, o vocalista Ian Brown não era um novo Robert Plant ou um novo Rod Stewart, mas a voz dele naquele momento de tantos excessos vocais tinha o timbre correto para tantos “axilas rosadas” que agrediam nossos tímpanos. Já o baterista Reni era outro papo, era o que mais me impressionava nos Stone Roses, dono de um ritmo sincopado, frenético dava ao som da banda um ar de dance music, com seu kit estranho, sem presença de “ton-tons” Nessa época já rolava um vídeo-show do grupo em blackpool, (que vi pela primeira vez em Niterói) cidade do interior da Inglaterra que sempre era muito concorrido por fãs ardorosos. Resumindo, parecia tudo e não parecia nada. Tinha Beatles, Stones, Psicodelia e sim, um pouco de som dançante no som  felizmente eu já tinha conhecido o Clash e não compartilhava de preconceitos musicais, tinha a mente e ouvidos abertos, sem preconceitos seguindo a cartilha de John Peel, não foi difícil em entrar em sintonia com eles. Pouco tempo depois apareceu a MTV Brasil com os Stone Roses em alta rotação na emissora sendo que o clipe de um “single” que não chegou a entrar no álbum “Fool´s Gold” um clássico nesses primeiros tempos da emissora, deixando um clima de expectativa para um próximo trabalho, que infelizmente não se concretizou. Nessa época meus amigos ainda estavam atrelados ao rock que parou em 1975, eles não aceitavam nem o Punk que já era pra lá de velho, eu era um dos poucos da turma que “seguia em frente” E o Stone Roses era um belo passo a frente.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Eva, bem vindo ao paraíso...

Segundo a Bíblia no Livro de Gênesis e o Alcorão  , Adão e Eva foram o primeiro casal criado por Deus.

Adão (do hebraico אדם relacionado tanto a adamá, solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom, "vermelho", e dam "sangue") é considerado dentro da tradição judaico-cristã e islâmica como o primeiro ser humano, uma nova espécie criada diretamente por Deus. Teria sido criado a partir da terra à imagem e semelhança de Deus para domínio sobre a criação terrestre.

Tal como Adão, Eva, sua mulher, também foi criada directamente por Deus da costela de Adão. Algumas pessoas consideram que a palavra tsella foi erradamente traduzida por costela. O nome Eva deriva do hebraico hav.váh, que significa "vivente", e teria sido dado pelo próprio Adão. No grego, é vertido por zoé, que significa "vida", e não bios.

Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão e teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surgiria aqui para os judeu, muçulmanos e cristãos a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram noção de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden. Deus expulsou-os do jardim do Éden, e deu-lhes roupas provinientes de pele animal.

Adão e Eva foram pais de Caim, Abel, Sete, entre outros filhos e filhas. Segundo o Gênesis 5:5, Adão teria vivido 930 anos, alcançando até Lameque, pai de Noé, a oitava geração de sua descendência.

Na ilustração eu me baseio nas formas curvilíneas e voluptuosas da modelo americana Carmella Bing, no exato momento em que Eva encontra a serpente e o fruto proíbido e mostra o verdadeiro paraíso.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dalila, a grega

Uma ilustração para minha amiga modelo curvy girl Dalila.
Grega residente em Los Angeles, Califórnia também trabalha como fotógrafa dona de um contagiante senso de humor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Rude Boy!

Rude boy, rudeboy, rudie, rudi ou rudy é um termo usado para designar os delinquentes juvenis e criminosos na Jamaica nos anos 60, e desde então tem sido usado em outros contextos.No final dos anos 70, durante o revival do ska na Inglaterra, chamado de 2 Tone, os termos rude boy, rude girl e outras variações foram usados para denominar os fãs desse gênero musical, e essa nova definição continuou a ser usada na subcultura da terceira onda do ska. No Reino Unido, nos anos 2000, os termos rude boy e rude girl têm sido usados para se referir à pessoas que estão envolvidas na cultura de rua, similar à gangsta ou badman.

Os primeiros rude boys, nos anos 60, eram associados com as mais pobres camadas da sociedade de Kingston, na Jamaica, onde o ska e o rocksteady eram os gêneros musicais mais populares. Eles se vestiam na última moda nos salões de dança e nas ruas. Muitos desses rude boys passaram a vestir ternos, chapéus "pork pie" ou "trilby" e suspensórios, inspirados pelos filmes de gangsters norte-americanos, pelos músicos de jazz e pelos artistas de soul.

Nessa época, rivalidades entre os jovens jamaicanos às vezes encontravam nos operadores de sistemas de som uma forma temporária de resolver conflitos nas competições de dança (originando o termo dancehall crashers). Essa e outras formas de violência das ruas faziam parte do estilo de vida dos rude boys, e deu origem à uma cultura de gangues políticas violentas na Jamaica.

Com a diáspora jamaicana crescendo no Reino Unido durante os anos 60, a moda e a música dos rude boys, assim como a mentalidade da gangue, teve uma forte influência na subcultura skinhead

domingo, 13 de setembro de 2015

London Calling...

London Calling é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de punk rock The Clash. Foi lançado em 14 de dezembro de 1979 e representou uma mudança no estilo musical da banda, com elementos mais marcantes de ska, funk, pop, soul, jazz, rockabilly e reggae. As letras apresentavam temáticas sociais, abordando o desemprego, conflitos raciais, uso de drogas e a responsabilidade da vida adulta. Na época do seu lançamento, London Calling teve boa receptividade da crítica e do público. Hoje está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. A faixa-título garantiu à banda seu maior sucesso em single até então.
"Está na hora de evoluirmos. Não faz mais sentindo em escrevermos músicas que ninguém entende os vocais. Nós somos um grupo de rock e não apenas um grupo punk. Temos condições de evoluirmos e tocarmos outros estilos."

Essa frase ocupava a cabeça dos quatro integrantes do The Clash, especialmente a de Joe Strummer. Ao voltarem para a Inglaterra, um sentimento de felicidade tomava conta da banda e eles se viram metidos em um filme que estava sendo conduzido por Jack Hazan e David Hockney, um semi-documentário estrelado pelo Clash e Ray Gange, velho amigo de Joe e que acabou sendo excluído pelas constantes dores de cabeça que provocava, além da bebedeira. Assim, nascia o filme Rudi Can't Fail.
Em 1979 o grupo entra em estúdio novamente e em maio lançam um novo EP, The Cost Of Living. Apesar de tentarem fugir do estigma de "grupo político", o Clash lançou o disco no mesmo mês das eleições gerais na Inglaterra e em duas versões: a primeira contendo a canção "Capitol Radio" e uma entrevista e a segunda, mais caprichada, e com músicas extras: "I Fought The Law", "Groovy Time", "Gates of The West" e a própria "Capitol Radio".

"I Fought The Law" foi bem executada nas rádios e o EP, mesmo não entrando nas paradas, teve boa recepção.

E a banda teve a notícia que Give 'Em Enough Rope havia tido uma boa vendagem na América e que, por causa disso, o primeiro disco da banda seria editado naquele país com algumas modificações.

The Clash era maciçamente importado e esse sucesso acabou convencendo a CBS a editar uma versão americana. O lançamento acabou tendo um desempenho razoável, mas isso não preocupou o Clash. O que preocupava a banda era o novo disco, o terceiro, que historicamente é sempre o mais complicado da carreira de um artista.

Mas o Clash não atravessava um período de crise, ou de falta de inspiração, muito pelo contrário. Joe e Mick compunham febrilmente e a banda decidiu deixar para trás o seu passado punk. Para esse novo projeto, convidaram o produtor Guy Stevens, que havia produzido o grupo Mott the Hoople.

A parceria entre Stevens e o Clash foi tão boa que de repente a banda se viu com várias canções novas e uma constatação: apenas um disco duplo conseguiria mostrar todas as faces do novo som.

uma das várias capas de Rude Boy em VHSO grande problema é que os fãs do grupo sempre foram reconhecidamente pobres e dificilmente poderiam comprar um disco duplo. A saída encontrada pela CBS, porém, acabou resolvendo o dilema: os dois discos seriam colocados em uma capa simples, o que diminuiria o custo e, conseqüentemente, o preço.

Em um mês o disco estava gravado e o grupo acabou voltando para os Estados Unidos para outra série de shows e para consolidar a fama da banda no novo mercado.

Com novos empresários - Peter Jenner e Andrew King, que haviam trabalhado com o Pink Floyd nos anos sessenta - o Clash vivia um bom momento empresarial, longe das confusões do ex-associado Bernie Rhodes.

Uma das primeiras e maiores preocupações dos dois empresários, era impedir que o filme Rude Can't Fail - rebatizado como Rude Boy - fosse lançado. A idéia era tentar acabar - como se fosse possível - com a imagem de "banda política", que havia feito a fama do quarteto.

Aparentemente seria uma tarefa fácil, já que o Clash não havia assinado contrato algum com os diretores, mas Rhodes, que empresariava a banda à época, havia aceitado e já gasto o dinheiro do filme, o que acabou impossibilitando o veto à película, que foi lançada em março de 1980, no teatro Prince Charles, em Londres.

The Clash Take the Fifth foi o nome da turnê que varreu a América e fez da banda um sucesso.

Os shows tiveram lotações esgotadas e os integrantes viveram dias felizes, particularmente Mick Jones, que pode rever sua mãe, que vivia agora em Minneapolis e foi ver seu filho tocar.

A banda foi convidada a participar de um festival chamado MUSE (Musicians United for Safe Energy), realizado no Madison Square Garden, em Nova York, e posteriormente lançado em um disco triplo chamado No Nuke, mas recusou, utilizando a idéia dos novos empresários de não soarem mais como um grupo de causas políticas.

Na volta à Inglaterra, alguns acontecimentos agitariam a vida do grupo. O primeiro, era a notícia que Rude Boy estava já sendo editado. E havia também - e muito mais importante - a iminência do lançamento de London Calling.

Mas antes do disco sair, eles se trancaram em um estúdio com Mickey Gallagher e escreveram novas canções, sendo a melhor delas, Armigideon Time, que queriam colocar no novo trabalho. Mas ela foi deixada para ser o lado B do novo compacto, London Calling.

O single saiu no dia 7 de dezembro, exatamente uma semana antes do disco de mesmo nome. E os dois fizeram um tremendo sucesso, batendo entre os 10 mais na Inglaterra. O disco surpreendia por vários aspectos.

Na capa do disco London Calling a fotografia da capa mostra o baixista Paul Simonon usando seu baixo como se fosse um machado e foi tirada por Pennie Smith durante um show, em Nova York.

Simonon conta que tomou tal atitude por se sentir frustrado com o público, que ficou sentado durante quase toda a apresentação, enquanto, normalmente, na Inglaterra, os fãs pulavam o tempo inteiro.

Pennie contou que não gostou da escolha da foto, pois achava que ela estava fora de foco e apagada. "Só quando vi a concepção de todo o trabalho é que percebi como a foto era perfeita." Mas mais do que a fotografia, o Clash inovava no som - rockabillys poderosos como "Brand New Cadillac", jazz em "Jimmy Jazz" e mostrando que continuavam mais contundentes nas letras do que antes.

O lado mais "político" que tanto horror causava aos novos empresários estava escancarado em faixas com "Spanish Bombs" - inspirada na Guerra Civil Espanhola -, "Working for the Clapdown", "Wrong 'Em Boyo" e na faixa-título.

O grupo homenageava também o ex-ator norte americano Montgomery Clift, ícone da rebeldia na década de 50 e que morreu ainda jovem, na canção "The Right Profile".

E, talvez, a maior surpresa tenha sido "The Guns of Brixton" escrita e cantada por Paul Simonon. Paul conta que queria participar mais das canções e ouviu um conselho que poderia levantar algum dinheiro extra dentro da banda como compositor. "Foi quando tive a idéia de escrever eu mesmo uma canção e cantá-la, o que seria inédito para mim."

O disco trazia as seguintes faixas:

Lado 1

01. "London Calling" 3:19
02. "Brand New Cadillac" 2:09
03. "Jimmy Jazz" 3:51
04. "Hateful" 3:22
05. "Rudie Can't Fail" 3:26

Lado 2

01. "Spanish Bombs" 3:18
02. "The Right Profile" 4:00
03. "Lost in the Supermarket" 3:47
04. "Clampdown" 3:50
05. "The Guns of Brixton" 3:07

Lado 3

01. "Wrong 'Em Boyo" 3:10
02. "Death or Glory" 3:55
03. "Koka Kola" 1:45
04. "The Card Cheat" 3:51

Lado 4

01. "Lover's Rock" 4:01
02. "Four Horsemen" 3:00
03. "I'm Not Down" 3:00
04. "Revolution Rock" 5:37
05. "Train in Vain" 3:11

No Natal de 1979, o grupo anunciou uma nova excursão, a The Sixteen Tons Tour e o grupo foi uma das estrelas do concerto para os famintos de Kampuchea, na última semana do ano, ao lado de Paul McCartney, Queen e Elvis Costello. Um disco duplo do festival foi lançado em 1981 e o grupo cedeu a canção "Armigideon Time".

No entanto, a primeira canção a fazer sucesso nas paradas norte-americanas não constava, curiosamente, nos créditos do disco. "Train In Vain" era a última canção de London Calling, mas por algum erro foi omitida da contra-capa, fato que não impediu a mesma de entrar entre as 30 mais nos Estados Unidos. Anos depois, em uma briga com Paul Weller, do The Jam, Weller diria que o Clash só havia feito sucesso na América ao tentarem fazer uma "cópia de quinta categoria de soul music".

Joe, Mick e Paul conversam com Pete Townshend após o showO grupo estreou uma nova turnê, tendo Ian Dury and the Blockheads como acompanhantes e um convidado mais do que especial em um show em Brighton: nada menos do que Pete Townshend, líder do The Who, que era um grande fã da militância de Strummer e companhia e que tocou em várias canções.

Era o encontro de duas gerações do rock inglês e o reconhecimento público que o Clash tanto precisava. Ou como lembrou Joe: "quando Pete afirmou que gostava muito das novas bandas, em especial o Clash, nos deu a prova de que éramos mais do que uma simples gangue de punks. Não apenas para nós, mas para todos nossos críticos."

Mas a turnê também teve alguns problemas. Topper Headon acabou se machucando e algumas datas precisaram ser remarcadas. Além disso, o baterista e Joe foram molestados pela polícia, que os acusavam de porte de drogas, no hotel Southsea. Enquanto isso, Rude Boy havia sido escolhido para representar a Inglaterra no festival de cinema de Berlim, mas a película enfrentava sérios problemas com a censura, por obscenidade.

Alheios à tudo isso, a banda cai na estrada novamente, desta vez nos Estados Unidos, e Paul Simonon recebe um convite para aparecer em um filme de Lou Adler, All Washed Up, que seria rodado em Vancouver, no Canadá.

As apresentações nos Estados Unidos foram espetaculares e o grupo até virou capa da conservadora revista de música Rolling Stone. Mas a banda enfrentaria novos problemas na Europa.

Em Hamburgo, na Alemanha, durante uma apresentação, fãs mais radicais começaram a vaiar e exigir as canções antigas e xingavam o grupo. Irritado, Joe arremessou sua guitarra contra um deles e foi preso.

Strummer só foi solto após provar que não estava bêbado. Esse foi apenas um dos inúmeros problemas do grupo. Durante a turnê americana, Joe e Mick começaram a discutir, porque o segundo exigia que "White Riot", fizesse parte do repertório da banda, enquanto Joe se negava a cantar a música. Strummer ganhou a briga, mas as rixas internas só aumentavam.

Sobre a confusão em Hamburgo, Joe comentou: "eu quase matei aquele jovem e percebi que deve ter outra maneira de combater a violência que não seja com mais violência. Se estamos sendo empurrados para situações limites em que posso matar alguém da platéia ou ficar brigando com gente dentro da banda, preciso saber realmente o que estamos fazendo. De qualquer maneira, acredito que não estamos produzindo nada de útil, apenas um monte de nada."

capa do compacto Bank RobberE o grupo começou a encontrar projetos paralelos. Enquanto Joe prometia construir seu próprio estúdio e gravar suas músicas, Paul continuava entretido na produção do filme no Canadá e Mick dava uma força em um disco de sua namorada, Ellen Foley.

Em julho de 1980, o grupo acaba com o silêncio de lançamentos do primeiro semestre e lança um novo compacto: Bank Robber / Rockers Galore...UK Tour.

O disco foi produzido por Mickey Dread, um protegido da banda que cantou a faixa do lado B do compacto. O sucesso da canção, uma letra nitidamente anarquista, colocou o compacto no 12º lugar das paradas e mostrou o prestígio do grupo.

capa do compacto The Call UpEm novembro é lançado um novo compacto que dava algumas mostras do novo som: The Call Up / Stop The World.

Mais do que nunca, o Clash se mostrava essencialmente político e pedia o fim do National Service - o alistamento obrigatório - dando inclusive o endereço da organização norte-americana Immobilise Against the Draft, embora o alistamento neste país não fosse mais obrigatório há um bom tempo. "Stop the World" fazia parte da campanha do desarmamento nuclear.

Simonon lembra dos problemas que o Clash enfrentava para conseguir gravar suas canções: "era um verdadeiro pesadelo. Aquele bando de engravatados idiotas chegavam no estúdio e queriam opinar, como se entendessem algo. Teve um que disse que 'The Call Up' parecia David Bowie tocado de trás para frente. Olhamos um para o outro e perguntamos o que diabos ele queria dizer com aquilo."


Joe era outro que sofria com essas interferências: "em uma ocasião joguei a guitarra no colo de um deles e disse 'componha você mesmo uma canção e ficarei na sua sala, com ar-condicionado e fumando um charuto, seu idiota. Cinco minutos depois, o cara veio pedir desculpas e não voltou mais a nos incomodar. Mas sempre aparecia um outro. Era enervante."

Dias depois é lançado no mercado norte-americano uma compilação de nove canções que não haviam sido editadas na América: Black Market Clash.

Apenas um disco oportunista, para faturar e completar a coleção dos fãs na América, enquanto o novo disco ainda não era lançado.

Surpreendentemente, Black Market Clash teve um ótimo desempenho nas paradas norte-americanas (para um disco do Clash...) vendendo lá quase o mesmo número que London Calling e entrando entre os 100 mais. Em 1993, esse disco recebeu o nome de Super Black Market Clash e saiu em uma edição melhorada, com 21 canções, cobrindo toda a carreira do grupo.

domingo, 23 de agosto de 2015

Meu livro, Rio traço & cores

Depois de um trabalho que levou quatro anos para ser concluído, estou lançando o livro Rio Traço & Cores que mostra o cotidiano do carioca...O Samba, Futebol, o jeito de ser do carioca, a Praia...E claro a cidade do Rio de Janeiro e suas belezas


Confira comprando o livro no site do Clube dos Autores
http://migre.me/rhECt

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Espírito RoNca RoNca...

Ronca Ronca é um programa de rádio, apresentado pelo DJ e fotógrafo Mauricio Valladares, toda terça-feira, de 22hs à meia-noite, no site www.roncaronca.com.br

O programa já foi transmitido em diversas rádios e com nomes diversos, nas extintas Rádios Fluminense (atual BandNews FM, o programa se chamava Ronca Tripa), Panorama, Globo FM (atual CBN, o programa se chamava Radiola), Imprensa (atual Mix FM, já com o nome Ronca Ronca), Rádio Cidade e Oi FM. Seu repertório privilegia a musica popular contemporânea de virtualmente todas as tendências, indo do rock ao eletrônico, do reggae ao samba. Seu formato de apresentação é típico das rádios AM, com muita participação do público (atualmente por e-mails) e conversa descontraída.

Junto a isso surgiu em 1992, a festa Ronca Ronca, que devido ao grande sucesso se transformou em uma das melhores festas na noite carioca. De lá até os dias atuais, o evento sempre estrela as noites das principais casas noturnas da cidade.   Basicamente, o repertório é voltado para o rock and roll, porém, sempre traz hits de outros ritmos para surpreender o público. Quem der um pulo por lá vai ouvir de Elvis Costello a Arctic Monkeys e de Nina Simone a Canastra e de Who a Miles Davis.

Fonte:Internet

domingo, 28 de dezembro de 2014

Fadas

A fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.

O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. As fadas não são o feminino dos elfos. Levando em conta que esse mito surgiu pelo fato de a Deusa Grian a rainha dos elfos, e a Deusa Aine a rainha das fadas serem irmãs. Mas elas nunca se encontravam, Grian e Aine alternavam-se na regência do ciclo solar na Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. Sendo assim elfos e fadas não tem nenhum contato direto. É usado o termo "Fada" tanto para fadas do sexo masculino, quanto para fadas do sexo feminino. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando asas de libélula as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.

Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.

O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos.


Devo de ir, fadas
Inseto voa em cego sem direção
Eu bem te vi, nada
Ou fada borboleta, ou fada canção
As ilusões fartas
Da fada com varinha virei condão
Rabo de pipa, olho de vidro
Pra suportar uma costela de Adão
Um toque de sonhar sozinho
Te leva a qualquer direção
De flauta, remo ou moinho
De passo a passo passo...

Luiz Melodia



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Igreja da Penha

A Igreja Nossa Senhora da Penha de França, popularmente conhecida como Igreja da Penha é um tradicional santuário católico localizado no bairro da Penha, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Erguida no alto de uma pedra, é famosa pelos 365 degraus da escadaria principal, onde muitos fiéis pagam promessas, subindo a pé ou de joelhos. O Santuário possui também um funicular, recentemente reformado, com capacidade para transportar cerca de quinhentas pessoas por hora, gratuitamente.

Anualmente o santuário realiza os festejos da padroeira, no mês de outubro, promovendo a celebração de missas de hora em hora aos domingos, shows religiosos, procissões luminosas, missas campais, apresentação de grupos folclóricos, apresentação de corais e a festa na ladeira de subida ao santuário com as tradicionais barracas de comidas típicas, doces diversos e música ambiente.